20/02/2017

Praia de Inverno.

Encomendamos pizzas. Fomos ao parque. Vimos séries e filmes. Fomos à praia, já tinhas saudades. Tentaste ir à água (mil e quinhentas vezes, és um verdadeiro peixinho)! Tentaste comer areia! E oferecias ... Ensinei-te a desenhar na arei com um pau e já não querias mais nada. Resta-me saber se será este ano que irás apreciar a areia nesses pezinhos ...

Mal podemos esperar pelo bom tempo para ir a banhos (até já temos equipamento para esta época balnear), para andarmos mais leves, mas até lá a vida não pára, os passeios continuam, faça frio ou faça calor. 

[Praia no Inverno tem o seu encanto, é o meu local de paz, faz-me bem à alma. Devolve-me as energias necessárias para começar uma nova semana. Boa semana!]

15/02/2017

Do amor

Celebramos o amor todos os dias do ano. Surpreendemos-nos quando menos esperamos. Continuamos a namorar mesmo depois de casados. Mesmo depois de sermos pais. As nossas acções estão em sintonia com as nossas palavras. Eu não quero um dia especial, eu quero que todos os dias sejam especiais a teu lado.

Obrigada por nos colocares sempre em primeiro lugar, sermos a tua prioridade. Não podia ter maior prova de amor que a tua segurança e estabilidade. E amor. E tantas outras coisas boas que fazem esta relação funcionar há 15 anos! Amo-te.

10/02/2017

Pequenos momentos de felicidade

Ter um bebé em casa é ter pequenos momentos de alegria, de gargalhadas contagiantes que enchem uma casa (e coração) no meio do nada, com coisas tão simples como um lençol. Pobre pai que queria dobrar os lençóis lavados, mas temos um fantasminha cá em casa que adora brincar ao cucu!

09/02/2017

Gracinhas

[+/- a partir dos 12 meses]

* Começou a gatinhar "tarde" (dizem as pessoas - ao fim dos 10 meses cronológicos), mas quando começou nunca mais parou. E daí a pôr-se de pé e começar a dar os primeiros passos foi um tiro. Adorava fazer séries de agachamentos agarrado à trave do berço! E até ganhar confiança, adorava andar agarrado às paredes e à sua scooter. Depois descobriu as escadas, é tão fixe subir e descer! E trepar! Nunca mais tive descanso ...;

* Adora brincar ao cucu. Estou sentada no chão e ele atrás de mim vai espreitando para um lado, vai espreitando para o outro. Esconde-se atrás dos cortinados ... transparentes! Tapa os olhinhos com as mãos e tira. Tapa, tira. É doidinho!;

* Está pró na arte de mandar beijinhos, manda-me todos os dias. E sempre que vê um menino da sua altura vai lá e dá-lhe um abraço. Está um simpático!;

* Está na fase de imitar-me. Se espirro também finge que espirra. Se varro o chão também quer dar uma mão. Começou a querer ser mais autonomo (a ser ele a agarrar a colher/garfo, a beber a água por um copo e palhinhas);

* Adora ouvir música. Ouvia muito na gravidez, acho que viciei o miúdo! E dança ... E canta ...;

* Adora livros. Quando estou sentada à chinês no chão ele vem com um livro na mão, senta-se no meu colinho e passa-me o livro para lhe ler;

* Adora "desenhar". Sempre que vê uma caneta ou um lápis agarra-se logo ao material à espera que lhe passe uma folha para a frente! Está mais inclinado para a arte abstracta! :)

* Adora bolas de sabão. Pensa que são para comer, abre sempre a boca cada vez que uma se aproxima ... Desistimos de fazer bolas de sabão numa sessão fotográfica porque o miúdo ficava sempre de boca aberta!;

* A sua simpatia estende-se aos bonecos de peluche. Dá-lhes muitos abraços e turrinhas. Adora o panda gigante que lhe oferecemos pelo Natal, senta-se em cima dele muito enroscadinho;

* Sabe ligar e desligar os interruptores dos candeeiros da nossa mesa de cabeceira. Às vezes sinto-me na disco!

* Sabe sair do berço em segurança!;

* Sabe abrir portas ...


04/02/2017

Lições de vida.

Lembro-me muitas vezes da minha colega de quarto do período de internamento. Eramos quatro, todas estávamos lá por motivos diferentes mas com um objectivo em comum: aguentar o máximo de tempo possível o bebé cá dentro. Todas menos a minha colega, grávida de gémeos. Era uma gravidez de risco, ganhou diabetes gestacionais, desde o inicio levou um sermão sobre os riscos de uma gravidez gemelar mas mesmo assim queria que os bebés nascessem à força toda (e era vê-la a andar corredor acima, corredor abaixo a ver se acelerava o processo!) porque já estava cansada, já não podia com a barriga, porque já estava internada há meses, porque a tia também teve gémeos com menos semanas e correu tudo bem e porque assim e porque assado. Os médicos na sua ronda diária já reviravam os olhos com a lengalenga dela. E nós também. As suas queixas eram compreensíveis, mas há que ser mais paciente por um bem maior. Digo eu. E apesar de ter mexido com o meu (nosso) sistema nervoso - e olhem que era muito difícil, nunca usei a desculpa "hormonas de grávida" porque, pelo contrário, a gravidez tornou-me mais "bem-disposta", com melhor feitio!-, ela acabou por me dar duas lições de vida.

Primeiro, a expressão cuidado com aquilo que desejas nunca fez tanto sentido. Já era mãe de dois rapazes crescidos, foi à procura da menina. A vida fez-lhe a vontade mas deu-lhe mais um bónus: outro menino. Um casalinho de gémeos. Agora já deve ter assimilado, mas na altura ela não ficou lá muito feliz.

Segundo, não basta desejarmos muito uma coisa para ela se concretizar, há coisas que não estão nas nossas mãos ou que não dependem exclusivamente da nossa boa vontade. Quem torceu muito para levar a gravidez até ao fim foi em primeiro. Eu fui a terceira, deu para ouvir os comentários da minha colega: "com barrigas mais pequenas e já lhes fazem um parto". (Nesta altura já tinha desistido de explicar o porquê delas irem em primeiro e de apelar à consciência dela para se manter até às 37 semanas). Nem quero imaginar o que ela disse na noite em que desci para o bloco de partos a queixar-me de dores lombares e nunca mais subi. Restou ela, a que queria se despachar, a que desejava não chegar às 37 semanas. Não sei se chegou lá, mas se tivesse que apostar diria que sim, já faltava tão pouco (estava já com 36!) e como a vida não é como uma pessoa quer, lá as enfermeiras e os médicos tiveram que a aturar por mais uma semana. E para bem dela e dos bebés, espero que tenha cumprido a meta e esteja tudo bem com eles.

É engraçado como este curto convívio tornou-se numa situação caricata, que me faz extrapolar a situação da minha colega para outros contextos. Há pessoas que passam pelas nossas vidas para nos ensinar grandes lições, ou, simplesmente, para exemplificar o que já sabíamos.

01/02/2017

Do amor

A caminho de casa, colhe-o-as para mim.