24/01/2017

Noites fora de casa

Perguntaram-me, durante o jantar do meu aniversário, se ainda iria buscar o pequeno à avó. Disse que sim. Conversou-se um pouco sobre isso, mas há assuntos que para mim não têm muito pano para mangas porque tudo depende da vontade e dinâmica de cada família. Eu não sei quando estarei preparada para tirar o meu pintainho debaixo da minha asa, escusam de perguntar e de pressionar. Esse dia irá chegar, com certeza, mas não nos sentimos tentados a apressar as coisas, não temos data marcada para "despachar" o miúdo para as avós (que bem sonham com esse dia!).

Acredito que se não fosse o nascimento prematuro do pequeno nós já teríamos aproveitado a boa-vontade da nossa rede de apoio para passarmos um fim-de-semana ou outro só nós os dois. Apesar de ser algo que ainda não tenha colocado em prática, sou da opinião que um casal deve fazer pequenas escapadinhas. E nós temos feito à nossa maneira, pequenos programas a dois. Mas, por enquanto, já nos bastou as primeiras 19 noites que nós ficamos forçosamente sem ele para abrir mão das noites. Racionalmente sei que é uma estupidez, mas não consigo deixar de me sentir como se tivesse a abandona-lo todos os dias durante esse período. Vir para casa sem ele foi o que mais me custou e marcou. Quando o tive só para mim, prometi-lhe que durante os próximos tempos seria eu a primeira e a última pessoa que ele veria. Seria eu a dar-lhe o beijo de bons dias e de boas noites.

Todos já se esqueceram desses tempos difíceis, menos nós que vivenciamos na primeira pessoa! É por isso que para mim há muitos assuntos que não têm pano para mangas porque (felizmente) não vivenciamos todos as mesmas situações, não agimos todos da mesma maneira,  não me dou ao trabalho nem me sinto no dever de dar explicações sobre as minhas opções, muito menos a quem não percebe que o mundo não é padronizado. E tentar que as pessoas andem nos meus sapatos é uma causa perdida à partida. Resta-me sentir feliz nas minhas opções.



6 comentários:

Moa disse...

quem me dera ter uma boa rede de apoio, precisava mesmo de uma noite descansada...há 10 meses a dormir mal :/

AMOR XXS disse...

Nem imagino o cansaço que tens em cima, se eu já bato mal nas curtas fases em que ele acorda algumas vezes durante a noite (devido ao nariz tapado ou dor de dentes), nem quero imaginar se fossem meses! O facto dele ter dado boas noites desde muito cedo contribuiu, em parte, para não necessitar passar noites sem ele. Se andasse muito esgotada talvez já tivesse aproveitado as ajudas.

Força, Moa.

Moa disse...

Com a M foi mais fácil, ainda bem, ou não teria tido a coragem de ir à segunda! Já há noites em que dorme 9h seguidas... Hoje foi uma delas, fiquei tão contente quando olhei para o relógio e vi que já eram 7h!!

A Pimenta* disse...

Acredito que a vossa experiência vos tenha marcado e tal como dizes, não tens de dar justificações a ninguém. Fazem o que vos apetece e ponto final. No meu caso, já houve duas noites em que a Pimentinha ficou nos avós, mas teve mesmo de ser, por questões profissionais. E se me custou? Muito. Não consegui dormir descansada, sabia que ela não estava por perto e foi muito estranho.

Gorduchita disse...

Custou-me muito a primeira noite que passei sem a minha pequenina (fora as 115 que passou no hospital), num fim de semana que decidimos ir passar fora de casa.
Ainda agora me custa deixá-la, de quando em vez, em casa dos avós, mas a verdade é que me fazem falta as noites completas de sono, e não ter de estar preocupada com as rotinas matinais com ela!
Cada um tem os seus ritmos, as suas " velocidades". Importa é que esteja todos confortáveis com isso!

Isa disse...

As pessoas têm a facilidade de esquecer aquilo que não lhes toca diretamente!
Se a vossa vontade é a de não quererem passar noites sem ele, as pessoas só têm de respeitar!