31/05/2016

Quando o vento sopra a nosso favor ...

Maio trouxe-me duas oportunidades de redenção e eu estou muito agradecida por isso porque a vida nem sempre oferece segundas oportunidades. Está comprovado que arrependo-me mais facilmente daquilo que não faço (por pura burrice ou medo porque depois fico a matutar no assunto), do que daquilo que faço (assim não há espaço para os "ses" da vida, e se me arrepender, emendo ou retiro uma lição!). 
A sorte é que acredito que tudo acontece por um motivo; acredito o que terá que ser meu, será. Mais tarde ou mais cedo, os ventos começam a soprar novamente a nosso favor. Pertenço mais ao grupo «quem espera, desespera» mas reconheço que muitas vezes só ganho em esperar por novas e/ou melhores oportunidades. Há que treinar melhor o meu lado paciente porque ele me diz «quem espera sempre alcança». 

25/05/2016

#1 Debaixo d'olho

Preciso de uma mochila dentro deste género. É útil para o dia-a-dia e, sobretudo, para viagens e caminhadas. Agora que sou mamã preciso de coisas práticas e espaçosas. Se uma mulher já leva a casa às costas, com um bebé o caso é ainda mais problemático!


(Imagem: Parfois)

(Imagem: Acessorize)

24/05/2016

Bolo de Nêsperas


Os dias têm passado a voar, há muita coisa a pensar e a preparar. Coisas boas estão a caminho nos próximos tempos! Até lá, tenho aproveitado o resto do tempo para estar com quem gosto e a fazer o que mais gosto, nomeadamente cozinhar. Antes que se estragassem, nestes últimos dias aproveitei para colocar as mãos na massa e dar uma boa razia nas nêsperas. As árvores estavam carregadinhas, distribui quilos e quilos de nêsperas pelas aldeias e mesmo assim sobrou-me imensas! Como detesto desperdícios, tive de arranjar uma solução. Lembrei-me que os doces são sempre uma óptima opção (partilharei a receita noutro post) e pedi uma receita de um bolo de nêsperas.



  • Lavar e desencaroçar as nêsperas. Reservar
  • Pré-aquecer o forno a 180º. Untar uma forma alongada com um pouco de óleo e polvilhar com farinha. 
  • Bater bem os ovos com o açúcar. Juntar o resto do ingredientes (farinha, óleo, leite, fermento) e voltar a bater muito bem.
  • Colocar a massa na forma juntamente com as nêsperas.
  • Levar ao forno (180º) por cerca de 40-50min.

19/05/2016

Orquídeas

 [No ano passado eram azuis!]

[Este ano estão brancas!]

A minha casa está cada vez mais bonita, adoro esta altura do ano. 
A minha colecção de orquídeas já começaram a brotar, estão ainda mais bonitas do que o ano passado, cheias de botões de flores. Já me tinham avisado, não fui apanhada desprevenida, mas este ano comprovei, as orquídeas brancas mascaram-se muito bem! Não existe orquídeas azuis naturais, tal como as rosas, elas são pintadas. [Snif, snif, suas falsas!] Não faz mal, azuis ou brancas, elas são lindas.

18/05/2016

Sobre a mudança de quarto ...

Lembram-se deste post? Pois é, o pequeno já soma 9 mesitos e ainda dorme no nosso quarto, pelos vistos arranjei mais uma desculpa esfarrapada altamente espectacular: "Amor, achas boa ideia muda-lo agora? Nós depois vamos de férias e ele vai ter de voltar a dormir connosco no mesmo quarto, não achas que pode baralha-lo? Não é melhor esperar para depois das férias?"

[Ps. Depois uma pessoa também lê casos de sucesso depois de um ano e pensa: "boa, também quero" Sim, vocês também têm parte da culpa ... ahahah]

17/05/2016

Pirilampo mágico

Estava a ver que este ano ficava sem o meu, não o encontrava em lado nenhum! Gosto tanto deles, fazem uma colecção gira, não são caros e são destinados a ajudar uma boa causa social. Se ainda não têm, não percam tempo!

15/05/2016

O(s) meu(s) euromilhões

Sou uma mulher rica. Rica em sentimentos bons, em momentos ternos e gargalhadas sentidas. Nunca eu tive tantos motivos para me sentir feliz. Sou uma sortuda por vos ter na minha vida. Vocês são o meu euromilhões! 

Adoro-vos.

(Ainda estou a rir-me das fotos de nós os três a deitar a língua de fora)

Feliz Dia Internacional da Família.

13/05/2016

A minha barriga bate palminhas por ...

Sempre que vamos à Capital, costumamos tirar um dia de folga dos tachos e panelas, aproveitamos e comemos fora. Dêmos cor à mesa para compensar estes dias mais cinzentos.

* Os novos hambúrgueres da McDonald's estão aprovados. Eu comi o Maestro clássico e ele o de cogumelos com as batatas rústicas e gostamos.
* Os gelados artesanais da Padaria Portuguesa são divinas, sabem precisamente ao sabor escolhido: iogurte com morango, limão e hortelã e melancia. Troquei o meu pão de Deus por um gelado e não estou nada arrependida.
* Fui experimentar o sushi do Sushisan, já há muito que ouvia falar bem e agora sei o porquê. O rodízio é bastante variado e apetitoso, a sopa miso também é bastante boa. 
* Apesar de tudo, a comida da mamã é sempre a mais saborosa, é o que diz o pequeno para não ficar a perder. Ele bem olha com cara de guloso para os nossos pratos, mais ainda não se safa.

Protocolo da prematuridade!

Dias cinzentos em todos os sentidos. Só apetecia-me ficar por casa mas tivemos de sair debaixo de chuva para os exames de rotina do meu amor mais pequenino. Dois exames marcados em dois dias consecutivos quando podiam ter feito tudo num só dia. Não vejo qual foi a necessidade de haver um dia especifico para um exame em que consistia verificar apenas se o pequeno reagia e olhava em direcção aos sons! Claro que olha, ele já não tinha feito o rastreio em que estava tudo bem? Não é algo que os pais façam em casa e se apercebem se está tudo bem com eles ou não? Compensou ir a Lisboa apanhar uma grande carga de água, descobrir que os meus ténis não são assim tão impermeáveis quanto pensava, e tudo isto por causa de um exame de chacha em que nem ficamos 5 minutos lá dentro?

Voltei lá no dia seguinte com a minha mãe que tem uma paciência de santa para a segunda fase do exame - ele tinha de estar a dormir profundamente (apeteceu-me chorar a rir). Entramos às 10.30h e só saímos de lá às 12.30h. Colocar este bebé a dormir de manhã é tarefa quase impossível. A dica da técnica era deita-lo às 23h e acorda-lo às 6.30h e não deixa-lo dormir até ao exame. Bem, ela que viesse cá para casa atura-lo até às 23h porque com a estafa que ele apanha com a viagem a Lisboa, ele quer é sopas e descanso ... pra ontem, não é para as 23h! E como dorme bem de noite e desde os 7 meses que passa mais horas acordado durante o dia, quem é que o punha a dormir? A beber o leitinho em que eles supostamente ficam mais molinhos, nada. Colo, nada. Deitado em cima da maca também não. Dentro do ovo para o abanar, nada. Já transpirávamos. Bebé também! Pedi para ir buscar o carrinho para fingir que estávamos em passeio. Lá fui eu lá abaixo buscar e subir com aquele trambolho escadas acima (não têm elevador, outra coisa espectacular). Depois de muitos abanões lá fechou a pestana e lá se fez o exame. E apesar destes exames estarem todos bons, lá vamos nós para uma consulta em Julho em que calculo que seja outros 5 minutos dentro do consultório só para o médico reforçar a ideia de que está mesmo tudo bem com ele. 

Começo a achar um exagero todos os exames e consultas que todos os bebés prematuros ficam submetidos só porque faz parte do protocolo. Se os rastreios normais estão bons, para quê tanta mariquice? Se por um lado acho bem este zelo pela sua saúde, por outro começo a achar contraditório aquelas indicações que devemos resguardar os bebés (sobretudo os prematuros e recém-nascidos) do frio, da chuva, de ambientes fechados para não apanharem micróbios porque as defesas deles são mais fraquinhas, quando depois nos mandam constantemente para Hospitais (ainda por cima fora da nossa área de residência, sujeitando-os a longas viagens) só para exames que já sabemos que está tudo bem mas que têm que ser feitos porque faz parte do protocolo! Faz-se estes exames a pensar no bem deles mas ao fim de contas acabam por prejudicar porque o risco de contagio e de resfriados é bastante maior!

07/05/2016

Blacky

Em Maio de 2012 este matulão entrou nas nossas vidas, tinha ele 9 meses. O meu marido adoptou-o para me oferecer, ele sabia que adorava labradores. Veio com o rabinho entre as pernas, com medo, mas depressa se ambientou ao seu novo lar. Era a alegria de todos, muito calmo mas ao mesmo tempo cheio de vida, só queria brincadeira, mimos e companhia. Era muito sociável, mesmo com gatos! Uma paz de alma, muito doce.

No inicio deste ano, foi-lhe diagnosticado insuficiência renal. (Tão novo ...). Andou dois meses e picos em internamento. A conta a disparar e as nossas esperanças a diminuir, nada de melhoras, pelo contrário, passou a vir cada vez mais cabisbaixo (quem é que gosta de passar tantas horas enjaulado?) e magro. Por recomendação, ele passou a comer ração especifica para o seu problema, não podia comer mais nada. Lá fomos nós comprar sacas de ração caras p'ra burro (para cima de três dígitos!). Não gostou de nenhuma. Devemos ter comprado todas as opções de mercado e ele nada. O pouco que comia era pela goela abaixo porque tinha que se alimentar! Emagreceu a olhos vistos. Passou dos seus formosos 40kg para uns 28kg sem energia. Pouco andava, era um castigo fazê-lo subir para o carro, dormia muito ... Já não era o mesmo Blacky. Face a isso, nova recomendação: "dê o que quiser, ele precisa de comer para ganhar peso" (rir para não chorar!). Mas aqui ele já estava tão fraquinho que já não aceitava nada, tinha de ser tudo triturado e dado à seringa, perdeu o apetite de vez.

Dizem que uma das consequências da insuficiência renal é a anorexia. Perante este cenário, falou-se em eutanásia ... Dissemos que não, nós iríamos tentar mais um tempo. Deixou os internamentos, não estavam a fazer efeito e desconfiávamos que passar muitas horas longe de nós e enjaulado só piorou a sua condição. (Uma pessoa tenta fazer o bem mas depois vê que não tem resultado). Começamos a fazer o tratamento em casa, mesmo com o soro e não sei quantos medicamentos à mistura. Íamos todas as semanas à clínica para fazer novos exames. Os valores estavam melhores, a esperança renasceu.

Sabíamos que já não seria o cão de outrora, afinal ele tinha uma doença crónica, mas tínhamos esperanças que ele melhorasse e tivesse qualidade de vida até onde desse, mesmo que a sua esperança média de vida tenha diminuído. Na última consulta mudaram a medicação, no dia seguinte ... Quando menos se previa, quando tudo estava a melhorar. Esperávamos o pior umas semanas antes, quando não víamos melhoras. Esperávamos o pior no futuro, mesmo que próximo, porque tínhamos consciência que já não chegaria perto dos 12 anos (+/- a média de vida de um cão de porte médio). Mas não esperávamos o pior agora, quando, finalmente, víamos resultados!

Iria fazer dia 15 deste mês quatro anos em que estava connosco. Dia 1 (o dia da mãe) partiu. Tão novo ... Foi um dia de merda. E é só isso que me apetece dizer, que grande merda! Tão novo ...


(Um dia, o pequeno irá pedir-nos um cão e eu não sei se serei capaz de passar por outro desgosto. O Blacky era mesmo um cão muito especial, muito doce, que ressonava como gente grande!, e não me irei recompor tão depressa desta perda. Só quem tem um grande amor aos animais sabe o quanto custa. Presentemente digo que já não quero mais, quando os gatos partirem, a loja fechou. É bom tê-los, mas quando partem ... ainda por cima antes do seu tempo ...)