23/03/2016

Aqui que ninguém (praticamente) me ouve

Sempre achei o que as outras pessoas dizem sobre mim um reflexo daquilo que elas são! Sei que os meus infortúnios causam gozo e alegria a alguém (e a minha felicidade ... ui!), mas eu não pude deixar de ficar feliz por alguém que tem uma espécie de embirração para com a minha pessoa e esperar, muito sinceramente, que não passe pelo mesmo que eu. A minha felicidade não é construída com base na desgraça alheia e eu espero que nenhuma mulher viva as incertezas que eu vivi. Como costuma-se dizer, há coisas que não desejamos nem aos nossos piores inimigos, mesmo que os outros não olhem a meios para nos atingir! Mas não faz mal, eu acredito que as acções ficam com quem as pratica. 

E aqui que ninguém me ouve, talvez seja uma tonta por alegrar-me por quem já tentou beliscar a minha felicidade, mas se há coisa que nada nem ninguém me tira são os meus princípios, algo que muita gente não sabe o que é. É que apesar de tudo, da vida passar-me rasteiras, de ter o dissabor de conhecer pessoas de má índole, eu não me deixo amargurar, não sou do tipo vingativo. Sempre me regi pela máxima não faças aos outros aquilo que não gostavas que fizessem a ti. E nem desejo aos outros aquilo que não quero para mim.

Eu não digo isto porque quero um lugar no céu, digo isto porque quero paz na terra, que me deixem em paz e, sobretudo, sentir-me em paz. É tão bom sentir-me leve! É tão não nos deixarmos afectar por energias negativas de terceiros, nem responder na mesma moeda para mais tarde não nos arrependermos porque essa não és tu, é aquilo que os outros querem fazer de ti! É tão bom sermos fieis a nós próprias! 

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