04/03/2016

Amamentação & Diversidade alimentar

Dei de mamar praticamente até aos quase cinco meses. Tinha como objectivo mínimo os seis mas ele recusou-me a mama, era o berreiro cada fez que o punha a mamar. E o mesmo para o biberão. Foi uma altura difícil, já via a minha vida a andar para trás. Não se pode dizer que ele deu uma de mandrião - costuma-se dizer que assim que eles tocam no biberão rejeitam a mama por ser mais fácil -, até porque ele começou pelo biberão devido à sua prematuridade e só depois habituou-se à mama, e quando rejeitou, rejeitou os dois. Acho que apanhou um enjoou de leite!

Fiquei triste por ter recusado a mama tão cedo no sentido que sabia que era o melhor leite que podia oferecer ao meu filho, e não por achar que iríamos perder algum laço, de deixar de sentir-me mais próxima dele. Para ser sincera, só insisti na amamentação por reconhecer todas as vantagens do aleitamento materno e não por achar o acto dar de mamar maravilhoso. Sempre me senti próxima do meu filho oferecendo uma mama ou um biberão. Talvez a sua prematuridade tenha influenciado a minha "disposição" em dar de mamar, durante o seu internamento eu só queria que ele aprendesse a alimentar-se sozinho para vir para casa. Se antes de dar à luz fazia questão em amamentar em exclusivo, na altura eu queria lá saber se ele bebia leite materno, de lata ou uma açorda, só queria que ele ficasse bem. Acho que todos os obstáculos que enfrentei pela sua chegada antecipada contribuíram para não considerar a amamentação uma experiência tão boa como muitas mães dizem ser! Para mim, foi uma experiência muito cansativa e, por isso, até fiquei aliviada quando ele começou a rejeitar-me o peito (apesar nessa altura já estar tudo estabilizado, ainda perdia imenso tempo na bomba, até porque eu não gostava de amamentar em público, por isso tinha de retirar). Caso tenha mais filhos vou voltar a insistir na amamentação, é cansativo (mas, felizmente, nunca me foi doloroso), não acho que crie mais laços por isso, mas porque acredito que o nosso leite é o melhor para eles. (Atenção, nada contra quem decida não amamentar as suas crias!)

Em relação à iniciação das papas e das sopas, posso dizer que até correu bem. A dois dias dos cinco meses iniciamos as papinhas sem glúten durante uma semana. Os dois primeiros dias foram um desastre, rejeitava. (E eu a ver a minha vida a andar muiiittoooo para trás - não quer leite, não quer papas ... ai,ai) Depois lá foi comendo. Uma semana depois iniciamos a sopa "base" e, uma vez mais, foi o berreiro durante os dois primeiros dias, depois lá passou. Podia acrescentar um legume novo a cada três dias e ele passou a apreciar muito mais a sopa. E fruta é com ele! Até foi fácil introduzir novos sabores, primeiro estranhou e depois entranhou-se. Passou a comer na cadeira da papa - coloquei-o a medo a pensar que não iria ficar com uma postura direita, que aquela cabeça iria mergulhar no prato da sopa, mas lá se safou, ele só vem atrás quando não consegue esperar pela próxima colherada! Com a introdução de novos alimentos lá o desenjoaram e passou a beber bem o leite, mas mesmo assim bebe um pouco menos do que é média para o seu peso, mas a pediatra diz para não nos preocuparmos que ele está a ganhar bem de peso.

Agora aos sete meses, vamos começar a introduzir o pão, o iogurte natural sem açúcar, mais variedade de fruta e a sopa também ao jantar. Aos oito, o peixe na sopa.

6 comentários:

Gorduchita disse...

Cada um tem o seu percurso, não é?

Ainda bem que está a correr bem. Dificuldades há sempre, estranho era se assim não fosse.
Mas é espectacular vê-los comer com gosto! :)

Nany disse...

Obrigado pela visita ao meu blog. Volte quando quiser.
Eu também paguei todas as vacinas fora do plano, para os três, faltando apenas a vacina Bexsero do mais novo. Não concordo que não somos grupos de risco porque não vivemos numa redoma, e além disso as doenças podem ter menos focos mas não estão erradicadas.
Na alimentação eles passam por fazes: ou comem tudo e mais qualquer coisa ou não querem comer nadinha. Os meus têm a tendência de comer melhor na escola que em casa, mas quando começas a recusar comida, no meu caso é muito mau sinal, estão a ficar dentes.
Tudo de bom para o seu menino, de um prematuro para outro muitas felicidades(eu sou a prematura, os meus filhos são todos de termo)
Nany

Maria do Mundo disse...

Comigo foi mais ou menos assim. Com a diferença que a mais velha sempre adorou mais sopa, rejeitando quase sempre a papa e a mais nova só queria papa.

A Pimenta* disse...

A minha filha infelizmente não mamou, foi sempre leite artificial. Detesta papas. Mas felizmente aceitou muito bem a sopa e a fruta. Agora a alimentação já é muito mais diversificada. Mas sem dúvida que a alimentação é algo que preocupa sempre as mães. Nós queremos que eles tenham sempre a barriguinha cheia e de repente nem leite, nem papa, deve ter sido realmente um pouco sufocante. O importante é que tudo vai sendo uma evolução e tudo irá correr pelo melhor.

ML disse...

Sem dúvida que cada bebé é um bebé. Eu com dois em casa e as experiências foram e estão a ser tão diferentes. O primeiro deixou de mamar aos 5 meses e pegou super bem no biberão. O segundo tem quase 11 meses e ainda mama e não pega por nada no biberão, nem com o meu leite.

E como dizes o que importa é que estejam bem, cada um ao seu ritmo!

Moa disse...

Eu espero conseguir voltar a amamentar e não, não é nada fácil principalmente no início...mas sou capaz do sacrifício para lhe dar o melhor, que é o meu leite. Espero que desta vez seja mais fácil.