17/02/2016

Sobre (más) energias

Acredito no poder das energias sobre o nosso humor e bem-estar. E acredito que os bebés podem ser mais sensíveis às energias negativas e ambientes desequilibrados. Eu e o pai tentamos que os nossos problemas pessoais não interfiram com a harmonia familiar porque já sabemos que isso irá comunicar com o humor do pequeno. Quando o pai chega a casa com queixas profissionais ou quando a mãe acorda em baixo de forma é meio caminho andado para o pequeno andar mais rabugento, e nós evitamos isso e, até à data, ele tem sido um bebé bem disposto, apenas com os queixumes típicos dos bebés: birra do sono, uma cólica ou outra, dentes, enjoo do leite!

Quando engravidei e sobretudo quando ele nasceu, passei a ser muito reservada para evitar o chamado «olho gordo» e a evitar pessoas que não trazem nada de bom dentro de si. Eu posso ter estofo para aguentar a parvoíce alheia, mas o pequeno não, ele é uma esponjinha que absorve todas as energias e eu estou cá para o proteger de más ondas. Acontece que eu não estava a saber lidar com uma pessoa que apesar de gostar muito dele, lida muito mal com o choro de bebé e diz as coisas mais incríveis quando ele começa a chorar! Uma autêntica estupidez. Andava a dar-lhe um desconto por ser uma pessoa de idade mas ontem foi demais. Tão demais que ele começou a chorar como nunca chorou e não havia meio de o sossegar, mesmo já longe do "problema". O pequeno até soluçava, nunca vi tal coisa. Fiquei tão aflita.

Tenho pena de parar com o convívio mas até aceitarem o pacote completo (choro incluído), não irei sujeitar-nos a mais stresses parvos. Para birras aturo os do meu filho, de mais ninguém. [O cenário é tão irreal que até dá vontade de rir - agora, na altura nem por isso!. Como é que há alguém que fica completamente desequilibrada com um simples choro de bebé? É claro que o stress só podia aumentar-lhe o volume!]

6 comentários:

Maria do Mundo disse...

Eu penso que as crianças são mesmo muito sensíveis a estas coisas das energias. Fazes bem.

Sys Arancia disse...

A minha mãe fazia figas com os meus dedos para as pessoas com "mau olhado" não me fazerem "mal". Quando era criança, e até agora, quando dou por mim estou a fazer figas com os meus próprios dedos. Não que esteja a sentir más energias, mas acho que se tornou uma espécie de tique de protecção.
kiss na cheek

O Quarto da Maria disse...

Quando engravidei e sobretudo quando a Maria nasceu, fiz precisamente o que tu fizeste, aliás, até antes! Nem toda a gente sabia da gravidez, só os mais chegados e quem eu ia encontrando por aí. Passei tb a ser muito mais reservada para evitar precisamente os maus agoiros. Já me chamaram paranóica, principalmente quando, em fotos sociais, eu me punha subtilmente atrás de alguém e só aparecia a cara (quando estava grávida e sabia que as fotos iam parar às redes sociais). Verdade seja dita, fujo dessa gente agoirenta a 7 pés, e reparei que quanto mais reservada me tornei, melhor a vida me começou a correr. Pensamos que os maus agoiros só acontecem com os outros, e por vezes que essas coisas não existem, até experimentarmos passar por situações más... :(

Alex disse...

Ao ler este teu post fizeste-me lembrar de uma situação, quando o meu filho era bebé. Ele não era muito de chorar, era um bebé muito bem disposto e sorria para toda a gente. Mas quando eu entrava no prédio onde vivia o meu avô e outros velhotes, ele começava imediatamente a chorar mal entrava no hall de entrada. Sem razão nenhuma aparente mas parece que ele sentia más energias!

Diana Santos disse...

As crianças conseguem captar as mas energias mais facilmente que os adultos! Concordo plenamente!

Portuguese Girl with American Dreams
http://fromportugaltonyc.blogspot.com

A Pimenta* disse...

Oh minha querida, eu tive infelizmente alguns episódios estranhos e inexplicáveis depois da minha filha nascer e sei de onde veio tais energias. Ainda hoje é difícil gerir algumas crises que ela tem devido a situações externas e de carga negativa que, por mais que tentemos, não conseguimos afastar de vez. Se há coisa em que eu acredito piamente é nestas coisas dos agoiros, porque os há e moem. Moem muito.