29/02/2016

6 Meses


Celebramos meio ano de vida, de amor, de ti. Tens sido a nossa maior aventura e conquista. É tão bom ver-te crescer, lindo e saudável, passar a conhecer-te cada vez melhor. Fisicamente estás tão diferente, deste um grande pulo aos três meses e eu já não tenho medo de pegar-te, de "escangalhar-te"! Deixaste de ter um ar frágil, agora és simplesmente um doce. Já tens boas mãos para dar bons puxões de cabelos e eu comecei a adoptar penteados apanhados! O teu cabelo também mudou muito, nasceste cabeludo e acabaste punk (adoro!), mas tem vindo a crescer de lado e a aclarar. Tens um sorriso lindo, com covinhas. Umas pestanas de meter inveja a muitas mulheres, como disseram-me ontem. Umas bochechas muito boas para encher de beijinhos.

Continuas o mesmo bebé calminho que só faz birras para dormir (és pró na arte de combater o sono!) e que está a ficar um pouco mais rabugento por causa dos dentinhos - digo eu que seja isso - pelo menos já tentas morder tudo e todos! Continuas a adorar o banho e a odiar vestir-te - lamento informar, mas é algo que terás de fazer todos os dias para o resto da tua vida, aguenta-te! Adoras passear, palrar, dar gargalhadas, sorrir para as pessoas, és um simpático. Aprendeste a gostar de estar de barriga para baixo a brincar, ao início não gostavas nada, e adoras rebolar e achincalhar todos os brinquedos com guizos e sons. Adoras ouvir música, ver desenhos-animados, olhar para as luzes e és um bom garfo. Odeias estar dobrado e, por isso, ainda não gostas de estar sentado na cama ou no chão para brincar, preferes mandar-te para trás (maus vícios, meu menino, maus vícios ...), preferes ter encosto (espertalhão). Tens muitas cocegas e limar-te as unhas dos pés é um castigo, das mãos também ... Aprendeste a fazer barulhos com a boca e é o rir.

Tens uma mãe babada. Amo-te muito.

27/02/2016

Por aqui ...

Como descrever o início deste ano? Exigente. Muito exigente. Ainda vamos no segundo mês do ano e já me sinto perplexa com os últimos acontecimentos. 

Ando em dívida com este blogue, não tenho tido tempo nem vontade de escrever, não por falta de assunto mas parece que cada vez que me sento à frente do portátil este frio congela-me o cérebro e as mãos. No dia-a-dia penso que tenho de registar determinado acontecimento mas quando chega à hora de teclar ... puff, não tenho palavras, nada saí bem. Ando atrasada nos meus registos, espero desbloquear nos próximos dias.

Já ando farta deste tempo, sinto-me completamente bloqueada, cinzenta, preguiçosa, cansada de estar tanto tempo fechada entre quatro paredes. Se fosse só eu queria lá saber se chovia ou se levava com o frio húmido da rua (muito bom morar junto ao rio, muito desagradável no Inverno), mas com ele tenho de ter todos os cuidados e a melhor opção é ficar por casa. A nossa rotina nesta última semana tem sido praticamente casa-médicos-casa. Houve uma abébia na quinta-feria e fomos espreitar os restos dos saldos, pouca coisa mas proveitosos. Eu até gosto de estar em casa a ouvir a chuva a cair lá fora, de programas caseiros, mas já estou cansada deste clima. Primavera, ainda demoras?

19/02/2016

Detector de movimentos

O meu filho deve ter nascido com um detector de movimentos integrado porque basta sair da divisão para ele acordar e começar a resmungar. Chego ao pé dele e começa-se a rir ou volta a adormecer. Estou tramada!

18/02/2016

Gatos - gravidez e bebés.

Ontem foi o Dia Mundial do Gato, cá por casa temos dois, são a minha grande companhia. Durante a gravidez, em todas as consultas no centro de saúde, lá vinha a médica assistente dizer que eu deveria dar os gatos à minha mãe durante essa fase porque não era imune à taxoplasmose. E em todas as consultas eu dizia o mesmo, que não era preciso porque não era eu que limpava a box e ainda não me tinha dado nenhum desejo em comer fezes de gatos! Mantive-os sempre comigo, o único cuidado extra foi proibi-los de dormirem em cima de mim quando ia-me deitar - há lá melhor almofada que o lombo da dona?! - porque podiam espetar sem querer as unhas na barriga. Passaram a dormir na sala. De resto, tudo normal. Dormitavam ao meu colo, às vezes até parecia que estavam abraçados à barriga, outras vezes saíam a correr com o susto de um pontapé de karaté do bebé. Era o rir. Deliravam com o enxoval do bebé: "uma alcofa pequena? Deve ser para nós, os donos não cabem cá dentro e nós os dois ficamos aqui tão aconchegadinhos. Obrigada donos!" - pensavam eles até os enxotar!


Com a chegada do bebé as coisas foram calmas, adaptaram-se bem. Ao início evitávamos o contacto para eles não espalharem pêlo ao pé do pequeno e para não o esborracharem - quando cá chegou ele ainda nem pesava 2,5kg! Os gatos adoram colo e achavam (e ainda acham!) o colinho do pequeno muito fofinho, não queríamos correr riscos. Agora já convivem de perto, já dormem ao pé do pequeno, já roubam os brinquedos, a maluca da gata já lhe tentou lamber a beiça cheia de sopa numa de querer provar - foi a paródia!

Esta é uma família de duas e quatro patas e convivemos todos bem. É preciso desmistificar os "perigos" dos gatos durante a gravidez e apelar ao bom-senso das pessoas para não abandonarem/darem os seus animais de estimação só porque vem aí um bebé.

17/02/2016

Sobre (más) energias

Acredito no poder das energias sobre o nosso humor e bem-estar. E acredito que os bebés podem ser mais sensíveis às energias negativas e ambientes desequilibrados. Eu e o pai tentamos que os nossos problemas pessoais não interfiram com a harmonia familiar porque já sabemos que isso irá comunicar com o humor do pequeno. Quando o pai chega a casa com queixas profissionais ou quando a mãe acorda em baixo de forma é meio caminho andado para o pequeno andar mais rabugento, e nós evitamos isso e, até à data, ele tem sido um bebé bem disposto, apenas com os queixumes típicos dos bebés: birra do sono, uma cólica ou outra, dentes, enjoo do leite!

Quando engravidei e sobretudo quando ele nasceu, passei a ser muito reservada para evitar o chamado «olho gordo» e a evitar pessoas que não trazem nada de bom dentro de si. Eu posso ter estofo para aguentar a parvoíce alheia, mas o pequeno não, ele é uma esponjinha que absorve todas as energias e eu estou cá para o proteger de más ondas. Acontece que eu não estava a saber lidar com uma pessoa que apesar de gostar muito dele, lida muito mal com o choro de bebé e diz as coisas mais incríveis quando ele começa a chorar! Uma autêntica estupidez. Andava a dar-lhe um desconto por ser uma pessoa de idade mas ontem foi demais. Tão demais que ele começou a chorar como nunca chorou e não havia meio de o sossegar, mesmo já longe do "problema". O pequeno até soluçava, nunca vi tal coisa. Fiquei tão aflita.

Tenho pena de parar com o convívio mas até aceitarem o pacote completo (choro incluído), não irei sujeitar-nos a mais stresses parvos. Para birras aturo os do meu filho, de mais ninguém. [O cenário é tão irreal que até dá vontade de rir - agora, na altura nem por isso!. Como é que há alguém que fica completamente desequilibrada com um simples choro de bebé? É claro que o stress só podia aumentar-lhe o volume!]

15/02/2016

Gosto de ti mais um bocadinho.

14 de Fevereiro de 2016

Gosto de ti mais um bocadinho porque nestes quatorze anos ainda me dás motivos para amar-te mais. Gosto de ti mais um bocadinho por seres um bom pai. Gosto de ti mais um bocadinho por confirmares o que sempre soube: és um excelente marido. Gosto de ti mais um bocadinho por teres estado sempre lá, muito amável e armado em forte, no nosso momento de maior angústia. Gosto de ti mais um bocadinho por nunca perderes o teu optimismo. Gosto de ti mais um bocadinho por pensares primeiro em mim e nele. Gosto de ti mais um bocadinho por teres preparado (quase) sozinho os últimos preparativos para a chegada do nosso bebé. Gosto de ti mais um bocadinho pela tua paciência, compreensão e carinho naquela fase em que saiamos só nós os dois da Maternidade. Gosto de ti mais um bocadinho por teres cuidado de mim e dele nos primeiros tempos, apesar de saber que andavas exausto, que as tuas férias foram passadas a trabalhar no quartinho dele e a fazer viagens entre o Hospital e casa. Gosto de ti mais um bocadinho por continuares a partilhar todos os cuidados com o pequeno, por seres um pai presente e interessado. Gosto de ti mais um bocadinho por todo o apoio que me dás. Gosto de ti mais um bocadinho por não te arrependeres de nada, que por nós farias tudo novamente. Gosto de ti mais um bocadinho porque ultrapassamos sempre juntos todas as dificuldades, de unir-nos ainda mais. Gosto de ti mais um bocadinho por todo este amor incondicional.

Obrigada por seres o meu porto de abrigo.
Amo-te. Mais do que ontem e menos que amanhã.

11/02/2016

O primeiro Carnaval


Pessoalmente não ligo muito ao Carnaval mas não queria deixar passar em branco o primeiro Carnaval do pequeno. Com cinco meses ele não liga a nada disto, como é óbvio, mas eu cá acho uma graça ver bebés fantasiados. Tenho fotos minhas de quando era pequena mascarada de mil e uma fantasias feitas pelas mãos de fada da minha avó e acho uma fofura, quero que ele fique com o mesmo tipo de recordações. Inspirado nos seus desenhos-animados de eleição, o Jake e os Piratas na Terra do Nunca - pelo menos ele presta atenção e ri-se enquanto está a dar! -, mascarou-se de piratinha. O tempo não esteve a favor de grandes animações carnavalescas no exterior, mas não deixamos de passear para o piratinha poder espalhar o seu charme! 

(Olhem eu a tentar comer os folhos!)

04/02/2016

Para que servem os intercomunicadores?

Para o pai pregar cagaços à mãe com sons estranhos vindos do nada!

(Afinal, tenho duas crianças em casa!)

01/02/2016

30º Aniversário - retrospectivas


Não tinha nenhuma lista de objectivos ao estilo «o que fazer antes dos 30» porque já me deixei de fazer planos a longo prazo. Estes 30 anos ensinaram-me que isso não faz sentido nenhum porque a vida vai mudando e nós também. Os melhores objectivos que alcançamos na vida são aqueles mais espontâneos, os que surgem com o nosso crescimento, não são aqueles que estão a criar mofo numa folha de papel que foi escrita há não sei quantos anos e que muitas vezes já não fazem sentido. Amadurecer é isto, deixar para trás o que já não faz sentido e lutar por coisas novas, de mudar o nosso rumo. Cheguei aos 30 com uma vida completamente diferente daquela que projectei há 10 anos mas com a qual desejei ao longo deste caminho, a que foi ganhando sentido e que me deixa realizada. Casar e ter filhos não estava nos meus planos mas foram o marco mais importante da minha vida.

É bom olhar para trás, em jeito de retrospectiva, e ver tudo o que já conquistei, não me posso queixar de todo, mas melhor ainda é focar-me no presente e estar satisfeita com o todo, de ter chegado aonde cheguei, de orgulhar-me do meu percurso, e de ter aprendido tanto nesta jornada da vida. Muito mais importante do que «ter», é «ser», coisa que não vejo muito na minha geração e na mais nova, e algo que quero transmitir desde cedo ao meu filho.  Cumprir objectivos faz bem ao ego, demonstra que somos capazes de algo, mas ser feliz com o que temos, sem vivermos obcecados em cumprir metas ou a comparar-nos/competir com alguém, faz muito melhor à alma. É por isso quando olho para trás não perco tempo em enumerar tudo o que já conquistei, mas sim com o que já aprendi, o que já mudei e de saber que tenho ainda um longo caminho pela frente. Ser mãe ajuda-me a não perder o foco deste meu caminho: ser a melhor versão de mim mesma, ser um bom exemplo para o meu filho.

Sinto-me um pouco assustada com a velocidade com que o tempo voa, não com medo de envelhecer mas com medo de não aproveitar bem todos os momentos (principalmente agora que sou mãe e vejo-o a crescer do dia para a noite), mas entro numa nova década de coração cheio por ter chegado a esta idade e não ter muita coisa a pedir, mas sim a agradecer. E se há coisa que agradeço muito, é ter condições e o apoio do meu marido para ser mãe a tempo inteiro até quando desejar, de ter a oportunidade de ser eu a ver as suas primeiras gracinhas e pequenas conquistas, de não deixar escapar nada. De ter todo o tempo do mundo para registar esta fase tão especial.

O que não me matou até aqui, tornou-me mais forte. Aprendi (e continuo a aprender) com os meus erros, e por cada chapada da vida aprendi a ser mais forte e a retirar sempre uma lição - as pedras do meu caminho servirão apenas para as bases do meu castelo e não para me calejarem os pés! Sinto-me cheia de garra para enfrentar o futuro, com mais confiança, maturidade e determinação (apesar de continuar com a mesma carinha de miúda!), continuo cheia de sonhos mas com os pés bem assentes na terra. Que venha uma nova década, estou pronta!

[Obrigada às minhas pessoas especiais por tornarem este dia ainda mais especial. Obrigada pelas surpresas]