11/12/2015

Aquela Árvore de Natal

Ontem foi dia de mais uma "visita" de rotina à Maternidade, de passar novamente por aquelas portas e corredores. Ainda não me sinto confortável naquele piso onde o meu menino esteve internado. Foi tudo muito recente, ainda não consegui ultrapassar as lembranças dolorosas desses tempos. Contudo, ontem não me senti triste por mim. Ontem fiquei triste por todos os pais que passam ali todos os dias, não só porque sei pelo o que estão a passar, mas também porque estava lá ... uma Árvore de Natal! Ainda por cima no corredor dos cuidados intensivos do serviço de Neonatologia! Perturbou-me tanto ... Pessoalmente, ver tudo aquilo que ela representa ali deixou-me sem chão. Natal é família, união, convívio, sorrisos, alegria. Tudo aquilo que os país de bebés internados não poderão ter em suas casas. O primeiro Natal será marcado com aperto no coração, sem qualquer clima natalício, apenas com a esperança que os seus bebés saíam dos cuidados intensivos e que possam leva-los logo, logo para casa. Só espero que o Pai Natal dê esse presentinho a todos aqueles pais! 

[Levei uma eternidade a escrever este pequeno texto, fiquei mesmo com o coração pequenino. Sei a dor que é estar longe de um filho devido ao seu internamento, mas, felizmente, não saberei o que é passar o primeiro Natal sem ele. E só de ter pensado custou-me horrores e foi por isso que não encarei bem aquela Árvore de Natal ali. Encarei-a como uma lembrete que o Natal está quase aí e eles continuarão aqui internados! Mas agora que escrevi sobre "esperança" e o "Pai Natal" e reflicto sobre isso, talvez seja por isso que aquela Árvore de Natal tenha sido ali colocada (nos cuidados intensivos onde estão os bebés mais mini e frágeis a lutar pela vida), para dar esperança e um pouco de alento aos seus pais. Afinal, o Natal também é isso: esperança.]

3 comentários:

Maria do Mundo disse...

Deve doer e muito. Mas nunca devem perder a esperança de que o próximo será em casa, no quentinho e em família. A vida troca-nos as voltas e temos que nos adaptar. O importante é nunca perder a esperança.

A Pimenta* disse...

Nem imagino o quanto custoso deve ser passar por tudo isto e ver decorações de Natal num hospital quando o que mais se queria era viver um Natal em casa com o filho recém nascido. Se ter um filho prematuro é já de si muito difícil, viver essa experiência nesta quadra natalícia deve ser ainda mais complicado.

Camille disse...

O Natal é alegria, é certo... Mas também é esperança! E que esta nunca falta no coração daqueles pais...

Beijo grande para ti ♥